Sobre os últimos três anos, sobre chegadas e partidas.

Ontem, dia 21, completaram-se três anos desde a minha vinda para Portugal…

Eu não sou a pessoa mais ligada em datas na vida – já fui – não sou mais. Contudo, ontem eu fiquei pensando muito. De fato, três anos é muito pouco. De fato, três anos é muito tempo. Paradoxal esta relação com o tempo.

Parece que foi ontem… Lembro da Eveline e do Zé me buscando no aeroporto e me levando para o Porto pela beira mar. Era fim de tarde, um pôr do sol laranja no mar de um lado e na direção do Porto, um céu cinza-preto anunciando uma bela da tempestade. Lembro que falei: “que delícia, vai chover” – estava vindo de um período de seca – e a Eveline disse: “Você vai é cansar da chuva”. Eu ri. Não levei a sério. 4 meses depois eu já estava cansado da chuva…

A questão não é a chuva nesta história. Ontem pensei muito sobre este momento, o da chegada e do que estava na minha cabeça. Quando digo que três anos é pouco, é pelo fato de que não se começa uma vida do zero – mesmo eu não tendo vindo com esta intenção –  e achar que ela se resolve em três anos. Porém, o tempo parece muito quando lembro do que passava na cabeça daquele ‘menino’ de 26 anos, naquele final de domingo e de verão. (Aliás, eu não sabia nem o que era uma melancolia de fim de verão, algo semelhante a quarta-feira de cinzas, porém com um mês de duração).

Como esta cabeça mudou. Dos meus interesses à minha alimentação, as minhas ambições e os meus ideais. Conto nos dedos o que permaneceu da mesma maneira.

Daí, paro e penso: Quão fantástico não é isso?

Mudar é uma das melhores capacidades do ser humano. Entender que tudo se transforma – nem sempre para melhor –  e saber viver com estas mudanças é demais. Perceber que somos donos da nossa vida/felicidade e que não nos cabe culpar a ninguém (por nada), se não a nós mesmo, é simplesmente libertador. Saber escolher, poder escolher, saber que errou, ver que acertou, errar de novo e ainda assim querer continuar tentando é o que dá graça as coisas.

Ao contrário do que disse sobre as datas, ontem fiz questão de comemorar. Não com festa. Mas, comigo. Ouvi músicas que me lembraram encontros aqui, assisti alguns vídeos que me garantiram gargalhadas e fui deitar com algumas lágrimas nos olhos, lembrando dos momentos mais doces, leves, divertidos e que encheram meu coração de alegrias neste tempo todo. Acordei feliz!

São três anos aqui. Acho que vai sempre parecer pouco. Acho que vai sempre parecer muito.

 

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Sobre cabelos brancos e o saber dizer não

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Road trip em Portugal com meus pais – Parte II

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