Sobre cabelos brancos, liderança e empreendedorismo

Calma, não é isso que você está pensando… Antes que você vire os olhos e pense que este é mais um texto sobre o “líder que existe dentro de você”, sobre “como ser empreendedor” ou qualquer outra motivação, você está completamente enganado.

No último “sobre cabelos brancos…” eu falei sobre algumas das angústias que sinto e que penso que as pessoas da minha geração também sentem. Acho que dessa vez não é muito diferente. Nós, “millenials” crescemos ouvindo estas duas palavras: liderança e empreendedorismo. Cursos, palestras, livros, workshops e muitos eventos com receitas quase milagrosas para descobrir o líder/empreendedor que existe em você.

No entanto, já faz um tempo que venho pensando muito sobre esta pergunta que vou revelar para vocês…

liderança

Precisamos todos nós ser líderes?

A minha resposta pode ser contrária a muita coisa que você já ouviu, mas eu acho que sinceramente NÃO!

Se você tem entre 25 e 35 anos, é provável que já tenha se questionado sobre empreendedorismo e o seu instinto de liderança. Agora, o que muito me incomoda é que se todos nos tornarmos líderes, quem sobra e o que sobra? Acho que não fica ninguém com boas capacidades de execução e/ou frustrados por não atingirem aquilo que é urgente nestes tempos.

Penso que a ideia de proatividade se confundiu com a de liderança.Você pode ser um excelente executor, proativo, porém sem habilidades de liderança e, nem por isso, ser um profissional menor. O grande problema é que a mentalidade instaurada faz a gente achar que isso é errado. “Eu preciso me tornar líder” ou ser “empreendedor do meu negócio”. Meu caro, pera lá. Dê tempo ao tempo, adiquira experiência, seja um bom executor, aprenda a ser liderado e, depois disso, talvez você descubra o líder em você…ou não, e isso não é um probelma.

A gente pode e deve fortalecer capacidades de liderança e de empreendedorismo, não estou condenando isso de maneira alguma, a minha questão está no fato de que devemos ter atenção a todas estas mensagens que podem frustar ou fazer com que a gente se sinta menor. O meu ponto está na compreensão das nossas reais capacidades e não naquelas que dizem que devemos ter. Se você é excelente executor, sabe ouvir o líder e entende que vocês têm papéis diferentes – porém de mesma importância – parabéns! Tenho certeza que já já isso será reconhecido.

Valorize as suas capacidades, tente entender quais são as suas reais habilidades, esqueça as receitas milagrosas e espante a frustração.

Espero que eu tenha conseguido deixar claro a minha mensagem. Se não, comenta lá no facebook e vamos discutir sobre isso!

🙂

 

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4 restaurantes vegeterianos para você conhecer no Porto

Se tem uma coisa que empolga todos os turistas que vêm para Portugal é a culinária. Em cada esquina é possível ficar com a boca cheia d’água, experimentar novos sabores e esquecer que existem calorias. No entanto, nem só de bacalhau se fazem bons pratos. Especialmente no Porto. Aos poucos, a cidade tem se tornado um pequeno paraíso para os vegetarianos e até mesmo os vegans. São tantas opções que é preciso se organizar para conseguir provar um pouco de tudo.

Já ouviu falar da Francesinha e do Bacalhau com Broa? Esses são alguns dos pratos mais tradicionais do Porto e que agora são facilmente encontrados em versões vegetarianas/veganas para fazer você se apaixonar ainda mais pela cidade.

Preparados?!

1. Oriente no Porto

 

Criado em 1997, Oriente no Porto é um dos mais tradicionais da cidade. Este é um dos melhores lugares para provar a famosa Francesinha. O prato que é a cara do Porto é servido numa versão vegan acompanhado de batatas fritas.

O restaurante tamvém tem uma opção de menu econômico que custa 6€ (Sopa + Prato Principal + Sobremesa + Bebida). Nos dias de sol, você pode desfrutar da sua refeição no quintal charmoso com limoeiros ❤ Já os jantares são servidos apenas nas noites de sexta-feira e sábado com um menu aberto composto por pratos preparados de acordo com a culinária ayurvédica.

Rua de São Miguel, 19
Horário de funcionamento: 12:30 – 15h (almoço) / 19h – 22:30 (jantar)
Preços aproximados por pessoa: 6€ (almoço) / 10€ (jantar)

2. daTerra

O sobe e desce das ladeiras do Porto podem lhe deixar com um apetite de leão. Por isso, nada melhor do que encarar um buffet! Principalmente quando o restaurante está no coração do centro histórico com opções que mudam todos os dias, não é mesmo? O daTerra serve almoço, jantar e também funciona como um café/lanchonete nos intervalos. Hambúrgueres, torradas e bolos veganos são apenas algmas das opções. Ah, também existem muitas opções gluten-free!

Rua Mouzinho da Silveira, 249
Horário de funcionamento: Das 12 às 23h
Preços: 7.50€ (almoço/seg-sex) 9.90€ jantar/finais de semana)

3. Quintal Bioshop

Quem passa pela porta da Rua do Rosário, nº177, não pode imaginar o que se esconde lá dentro. Um verdadeir paraíso de tranquilidade no meio da cidade. Logo na entrada, uma ‘mercearia’ de produtos bio, gluten-free, veggie, vegan e tudo mais que adoro. Mas, o destaque fica para o quinta, com as árvores gigantes e os gatinhos que por lá circulam.

O menu é 100% vegetariano e biológico, mas também há muitas opções para quem é vegan. Seja para um café no fim da tarde ou um almoço mais leve, sempre vale a pena passar por lá. Eu sou cliente assíduo do Quintal Bioshop e recomendo a visita por lá.

Rua do Rosário, 177
Horário de Funcionamento: Das 10:30 às 20h
Preços: Preços à partir de 2€

4. Marcel & Georges

A minha última e feliz descoberta foi o Marcel & Georges. O restaurante abriu as suas portas há exatamente 1 ano e é o lugar perfeito para um jantar aconchegante.

Se você está ansioso para experimentar alguns dos pratos tradicionais da cozinha portugues, posso garantir que aqui vai ficar até em dúvida do que escolher. Tem a versão vegana da Alheira vegan, o Tofu com broa (substituindo o bacalhau) e muitas outras delícias. Além disso, eles servem vinho bio e o atendimento é fantástico!

Rua Dr. Barbosa de Castro, 74
Hourário de funcionamento: Das 12h às 15h (almoço) / das 20h às 00h (fechado aos domingos)
Preços: 8€ (Menu almoço) / 12€ (Menu jantar)

Já sabe qual escolher?

//ENGLISH

1. Oriente no Porto

Founded in 1997, Oriente no Porto is one of the most traditional vegetarian/vegan places in town. This is the right place if you want to try the famous ‘Francesinha’. The most traditional dish from Porto is served here in a vegan version with a nice portion of fries and a special sauce.

The restaurant is open for lunch with an economic menu for 6€ (Soup + Main course + Dessert + Drink) and you can have your meal at the inner garden with its lovely lemon trees. Dinner is served only Friday and Saturday nights and this is when they have an open menu based on the ayurvedic cuisine. Get ready to try new spices!

Rua de São Miguel, 19
Opening Hours: 12:30PM – 3PM (lunch) / 7PM – 10:30PM (dinner/ Fridays and Saturdays)
Price: 6€ (lunch) / 10€ (dinner)

2. daTerra

Walking around town can work up your appetite and a buffet service restaurant may be the best option. Especially when the restaurant changes its menu every day and is in the city center, right? daTerra serves lunch, dinner and also works as a cafe serving burgers, toasts and great vegan cakes during the day.

Grab your plate and enjoy one of the best vegetarian foods in Porto. If you are vegan or look for gluten-free options, you won’t be disappointed either. To make your meal even better, don’t forget to try daTerra special juices and teas of the day.

Rua Mouzinho da Silveira, 249
Hours: From 12 PM to 11:30 PM
Price: 7.50€ (lunch/weekdays) 9.90€ (dinner and weekends)

3. Quintal Bioshop

The ones who see the small green door outside would never imagine what is inside this place. When you get in, you’ll find an organic grocery store with hundreds of items. But, the main attraction of this place is its backyard (quintal, in Portuguese) with huge trees and cute cats slipping around customers’ legs.

The menu is 100% vegetarian and organic with a lot of vegan options. Gluten and lac-free items are also available and that means fresh beers and delicious cakes. Whether it is for a late breakfast with sandwiches, for lunch (Daily specials start at 2.90€) or for a tasteful afternoon snack, Quintal Bioshop cafe is that perfect break spot that will make you feel out of town

Rua do Rosário, 177
Hours: 10:30AM – 8PM
Price: Starts at 2€

4. Marcel & Georges

Sometimes all you want is to indulge yourself with a fine meal. At Marcel & Georges you’ll find a cozy and elegant spot, the best start for a great moment!

If you want to try vegetarian or vegan versions of traditional Portuguese dishes this is the right place to go. So what about trying a vegan Alheira (Portuguese sausage) or Tofu com Broa (vegan version of famous Codfish with cornbread)? For a perfect dinner, you can also ask for a glass of bio wine and get ready to toast. Oh! Don’t leave this place without trying their tasteful vegan desserts!

Rua Dr. Barbosa de Castro, 74
Hours: 12PM – 3PM (lunch) 8PM – 00AM (closed on Sundays)
Price: Starts at 5€

Ready for it?

Sobre cabelos brancos, a geração de influencers e a frustração cotidiana

Faço parte desta complexa geração dos Millenials. Tantos tentam nos explicar, nos definir e, salvo o engano, devo ter lido uns dois ou três – no máximo – bons textos que conseguem explicar bem o que somos ‘nós’.

Lembro bem de um vídeo, que assisti durante a pós-graduação, da agência Box 1824 chamado ‘We All Want to be Young’. Embalado por Lizstomania, dos Phoenix, talvez um dos hinos desta geração, o vídeo mostrava a velocidade dos Millenials, a nossa capacidade de ser tudo aquilo que a gente quisesse e todos os personagens ao mesmo tempo. Fiquei fascinado com aquilo, me identifiquei com cada segundo e até hoje gosto muito do resultado final daquela pesquisa.

No entanto, ser parte desta geração que tanto pode e que tanto prometia é verdadeiramente exaustivo. Esperavam tanto de nós e – sinceramente – não está fácil! Não que eu queira agora escrever um texto pessimista. Longe de mim! Quem me conhece sabe o quanto tenho um discurso and atitudes positivas. Mas, como todos os meus amigos – e aqui acho que não estou generalizando de maneira burra – estamos exaustos.

Crescemos fascinados pela internet, a velocidade das informações e com a capacidade de acessar tudo de qualquer lugar. Alguns anos depois, estamos de saco cheio. Acordamos e agitamos a nossa cabeça com aquele ‘check matinal’ nas redes sociais, antes mesmo daquela saudosa espreguiçada. Limpamos os olhos vendo aquela foto foda da viagem do amigo [milimétricamente preparada], com a notificação do novo trabalho do seu colega no Linkedin [que faz questão de receber os ‘congrats’ e, claro, aquele stories do ‘digital influencier’ que precisou esvaziar um quarto para guardar os tantos presentes que ele recebeu depois de ficar 3 dias fora! Você mal abriu os olhos e pensa: ‘Mas, e eu?’

Estamos acordados há 15 minutos. Estamos exaustos e estamos frustados!

Antes que alguém pense, não estou sendo invejoso-recalcado-inimigo de ninguém. Estou refletindo sobre algo que vem me incomodando (pessoalmente e com os amigos mais próximos) há alguns meses. O nosso nível de frustração está atingindo índices nunca d’antes visto na história deste mundo.

Para a geração que tudo foi prometido e que tudo podia, restou uma tela – das menores às gigantescas – tudo o que restou foi uma tela. Restou dar like, um coração, uma cara de espanto, de tristeza ou muitas risadas. Restaram os prints, as enquetes, os clique aqui e, claro, os conteúdos produzidos digital influenciers.

Mais uma vez, quero deixar bem claro que não estou dizendo que os influencers são os vilões da história. Até porque tem tanta gente boa produzindo conteúdos maravilhosos. O que estou pensando é sobre este ‘instagram way of life’, aquela foto perfeita, aquele framing impecável da vida, completamente ‘flawless’ da hora que acorda com as fotos de café da manhã numa cama invejávelmente branca [enquanto o seu quarto está um caos] até a hora de dormir [quando você assisti mais stories feitos naquele restaurante que um jantar já levaria o seu salário do mês. Minha cara geração Millenial, isso não existe! Ou melhor, existe, mas para muito poucos.

O que nos resta? Chorar! Certo? Claro que não!

Em alguns dias, o sentimento de frustração pode ser mais forte que o normal e a certeza de que do lado de cá da tela, a vida é a mais sem graça possível. Para os tantos outros, nos resta a capacidade de olhar além do telefone, do computador, do tablet ou da televisão. Resta a capacidade de agir em seu próprio favor, usar a sua criatividade e resgatar tudo aquilo que já ou ainda pode lhe fazer muito bem. Resta o contato de verdade, uma ligação para um amigo, uma mensagem carinhosa ou até mesmo o unfollow naquele conteúdo que você já percebeu que faz você se sentir muito mal.

Podemos ser uma geração de frustrados, mas antes de tudo, somos a geração com mais acesso às informações, a cultura, a capacidade de autoconhecimento e ao saber em toda a sua generalidade. Cabe saber escolher aquilo que você quer acompanhar, a maneira que você quer acordar e a forma como prefere levar o seu dia até a hora de dormir.

Aos poucos, e a aproximação com os 30 vai ajudando,consigo vencer melhor e com mais força os dias frustantes. E do lado de cá da tela, torço para que este texto rápido e bobo, faça você dar um sorriso e pensar: “É…num tá fácil para ninguém!”. 🙂

beijos

 

O que fazer em 1 dia no Porto

Eu posso dizer que praticamente toda a semana eu recebo uma mensagem de amigo, conhecido ou amigo de amigo dizendo: “Juan, estou indo para o Porto, tem alguma dica?”. Antes que pensem o contrário, eu não acho isso ruim, adoro dar sugestões de passeios e lugares para ver por aqui.

O Porto é aquela cidade grande e pequena ao mesmo tempo. Dá para viajar com checklist – o que eu particularmente não gosto –  e ver ‘tudo’ assim como dá para ficar muitos dias aqui e sempre descobrir coisas novas.

No último sábado tive um dia turistando pela cidade e pensando nestas mensagens que recebo e nos programas clássicos do Porto, decidi transformar meu passeio num post-roteiro. Preparados? Vamos lá!

O meu passeio começou na linha 1 do elétrico (bonde) que liga a baixa do Porto à Foz. Para quem não conhece, basta dizer que é a conexão turística entre o centro e ao encontro do Rio Douro com o mar. O bilhete custa 3.00€ (R$ 11,30) e o percurso é de aproximadamente 15 minutos. O caminho é lindo, pela beira do rio e todas aquelas casinhas coloridas do Porto.

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Chegando na Foz é hora de caminhar sem preocupação. A paragem final do elétrico é o Passeio Alegre, o visual é lindo, com barquinhos, palmeiras e um clima bem diferente do centro histórico. Dali vale caminhar até o farol – exceto em dias de ressaca – pois, as ondas ficam gigantescas. Este é um passeio de uma hora, mais ou menos, e se já quiser fazer um pit stop, não faltam cafés e restaurantes por ali.

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Como você acaba andando muito, a paragem do elétrico fica um pouco longe, por isso, voltamos de ônibus (nº 500) – uma opção mais econômica –  a passagem custa 1.90€ e você no mesmo lugar que pegou o elétrico.

Agora, já estava de volta a baixa e segui o passeio pela Ribeira, se a fome bateu, almoce por ali com uma vista espetacular para  ponte D. Luís I, um dos cartões postais do Porto. Eu ainda estava tranquilo, portanto continuei caminhando, atravessei a ponte e cheguei a Gaia que é a cidade do outro lado do rio. Falando assim, parece uma distância absurda, mas pela parte de baixo, a travessia demora tipo 5 minutos.

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Em Gaia estão todas as caves de vinho do porto e se você quiser fazer uma degustação, a hora é essa. Eu recomendo a esplanada do Sandeman, porque é grande, tem uma vista incrível e além de uma taça tradicional, você pode experimentar vários drinks feitos com o vinho do porto. Descendo um pouco mais, está o novo Mercado Beira-Rio de Gaia, é tipo o da Ribeira de Lisboa, com várias opções de comida. Mas, não comi por lá…

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O passeio continuou e subi uma escadaria sem fim para agora cruzar a ponte por cima. Do lado de Gaia está o Jardim do Morro, uma parada obrigatória para quem ama ver o pôr do sol. Como ainda era cedo, segui e fui até a Sé do Porto, além da igreja em si que é espetacular, esta parada vale pela vista que permite ver o rio de um lado e a cidade do outro.

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A fome bateu e queria comer uma francesinha (prato típico do Porto). Quem me segue no instagram já viu eu postando esta preciosidade portuense. Existem vários lugares que são “A melhor francesinha do Porto”, mas eu gosto de comer num café na Praça dos Poveiros que eu sempre esqueço o nome.

Depois do almoço, precisava movimentar, rsrsrs, segui para a Santa Catarina (o calçadão da cidade) com as principais redes de fast-fashion, shopping e cafés. A minha ideia era comer uma rabanada no Café Majestic, que é um ponto turístico (que eu nunca fui) por ser um típico café francês em estilo “Belle Époque”. Contudo, para variar, tinha uma fila enorme. Acabei desistindo e fui comer um pastel de nata na Manteigaria, que para mim, é o melhor de Portugal.

Já não tinha ideia do quanto tinha andado, mas queria ver o pôr do sol com uma vista bacana. Da Manteigaria segui para o Jardim do Palácio de Cristal, porém passando pela Avenida dos Aliados, coração do centro do Porto e simplesmente maravilhosa. O Palácio de Cristal já não existe mais, porém, o jardim é espetacular, cheio de pavões que ficam soltos à espera de comida e uma vista deslumbrante. Procure o melhor spot para ver o fim do dia e esqueça dos problemas por alguns minutos.

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Para encerrar e como era caminho de casa, parei um pouquinho no Jardim das Virtudes, para admirar o rio. Este é um dos meu lugares favoritos no Porto e se você vier por aqui anota porque vale uma ‘voltinha’.

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No total, foram quase 19 mil passos e um total de 16 km num único dia. Não que eu ache que isso seja o suficiente para conhecer o Porto, mas se você não tem muito tempo, vai conseguir ter uma noção completa da cidade e, com certeza, tirar muitas fotos!

Até o próximo post 🙂

Sobre os últimos três anos, sobre chegadas e partidas.

Ontem, dia 21, completaram-se três anos desde a minha vinda para Portugal…

Eu não sou a pessoa mais ligada em datas na vida – já fui – não sou mais. Contudo, ontem eu fiquei pensando muito. De fato, três anos é muito pouco. De fato, três anos é muito tempo. Paradoxal esta relação com o tempo.

Parece que foi ontem… Lembro da Eveline e do Zé me buscando no aeroporto e me levando para o Porto pela beira mar. Era fim de tarde, um pôr do sol laranja no mar de um lado e na direção do Porto, um céu cinza-preto anunciando uma bela da tempestade. Lembro que falei: “que delícia, vai chover” – estava vindo de um período de seca – e a Eveline disse: “Você vai é cansar da chuva”. Eu ri. Não levei a sério. 4 meses depois eu já estava cansado da chuva…

A questão não é a chuva nesta história. Ontem pensei muito sobre este momento, o da chegada e do que estava na minha cabeça. Quando digo que três anos é pouco, é pelo fato de que não se começa uma vida do zero – mesmo eu não tendo vindo com esta intenção –  e achar que ela se resolve em três anos. Porém, o tempo parece muito quando lembro do que passava na cabeça daquele ‘menino’ de 26 anos, naquele final de domingo e de verão. (Aliás, eu não sabia nem o que era uma melancolia de fim de verão, algo semelhante a quarta-feira de cinzas, porém com um mês de duração).

Como esta cabeça mudou. Dos meus interesses à minha alimentação, as minhas ambições e os meus ideais. Conto nos dedos o que permaneceu da mesma maneira.

Daí, paro e penso: Quão fantástico não é isso?

Mudar é uma das melhores capacidades do ser humano. Entender que tudo se transforma – nem sempre para melhor –  e saber viver com estas mudanças é demais. Perceber que somos donos da nossa vida/felicidade e que não nos cabe culpar a ninguém (por nada), se não a nós mesmo, é simplesmente libertador. Saber escolher, poder escolher, saber que errou, ver que acertou, errar de novo e ainda assim querer continuar tentando é o que dá graça as coisas.

Ao contrário do que disse sobre as datas, ontem fiz questão de comemorar. Não com festa. Mas, comigo. Ouvi músicas que me lembraram encontros aqui, assisti alguns vídeos que me garantiram gargalhadas e fui deitar com algumas lágrimas nos olhos, lembrando dos momentos mais doces, leves, divertidos e que encheram meu coração de alegrias neste tempo todo. Acordei feliz!

São três anos aqui. Acho que vai sempre parecer pouco. Acho que vai sempre parecer muito.

 

Sobre cabelos brancos e o saber dizer não

Sou uma pessoa que adora fazer balanços. Isso mesmo, tipo aqueles que as lojas faziam na primeira semana de janeiro…Pois, é! Mas, não gosto de esperar um ano inteiro para isso não. Contudo, a medida que o meu aniversário vai chegando, eu começo a pensar naquilo aconteceu na minha vida. Já falei isso num post anterior, 2016 não foi fácil, acho que pra ninguém. Já 2017 começou um pouco mais promissor, não porque o ano virou, mas, porque eu movimentei um tanto a minha vida.

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Road trip em Portugal com meus pais – Parte II

Então vamos a segunda parte da viagem. Até porque a aventura de verdade aconteceu no segundo dia da nossa viagem.

Como contei no primeiro post – se você ainda não leu a parte I, clique aqui – decidimos dormir em Coimbra. Nosso destino final seria a Serra da Estrela, apesar de ser março, quase Primavera, tinha tido uma nevasca no final de semana anterior. Portanto, era uma boa chance de ver a Serra branquinha, como ela deve ser.

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